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Escrito por casa candanga às 13h38
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Mais uma do Ronnie. Vale lembrar que som psicodélico é psicodelico por causa da musicalidade, do ritmo, do som em si. Tentem achar as musicas para ouvir. São realmente muito boas! Se quiserem, podem me mandar um e-mail que tenho elas no PC.
Seu olhar no meu Ronnie Von
Composição: Indisponível
No seu caminho eu vou morar até que tenha o seu olhar no meu por entre pedras vou ficar como a flor que eu tinha e hoje já morreu mas as nuvens correm e os deuses fogem um amor sozinho vai crescer por ali os homens passam as mulheres choram ninguém tem tempo para amar
os dias passam pelo ar em calendários de verão sem sol o desencontro é meu lugar minha cama é a rua e a noite o meu lençol mas um muro alto sobe do asfalto um amor sozinho vai crescer por ali
de amor cercada vive minha amada não tem mais tempo para amar
L. Zarref
Escrito por casa candanga às 12h25
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Conhecidos como a "trinca de álbuns malditos de Ronnie Von", estas 3 obras raríssimas deste grande artista brasileiro que possuiu uma curiosa, inventiva e fantástica fase no final dos ´60 e início dos ´70. Em 1967, iludido com as pobres idéias das gravadoras, que queriam transformá-lo em um galã fazedor de músicas bobas para atrair as grandes massas, Ronnie resolveu tentar algo totalmente diferente para os padrões da época. Esta saga teve início no mesmo ano, quando Ronnie lançou dois álbuns completamente curiosos: Ronnie Von e A Misteriosa Luta... Nestes álbuns, o que se ouve é uma verdadeira trip lisérgica, banhada em ácido, Tropicalismo radical e viagens absurdas, como se pode comprovar prestando atenção nos sons e nas letras. No ano seguinte, Ronnie mantém o pique com o álbum A Máquina Voadora, onde só pela capa já dá pra se ter uma idéia da dimensão da viagem... Grandiosas e valiosas pérolas perdidas no tempo... Comprovem !!
Cidade Ronnie Von
Composição: Paulinho Tapajós
Entre sons de buzinas Entre esquinas de amor Eu procuro e nao sei lhe encontrar
Eu só vejo automóveis O sinal se fechou Mas meu peito se abriu pra você
Vou perdido porque os meus passos Só conhecem os campos distantes Mas eu sei que essa grande avenida ainda vai terminar em você... Em você
Caminhando contrário Vou de encontro ao amor Pois so sei o caminho de você
Vou perdido porque os meus passos Só conhecem os campos distantes Mas eu sei que essa grande avenida ainda vai terminar em você... Em você
L. Zarref
Escrito por casa candanga às 11h51
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Adeus General!

Morreu, no domingo, o ícone dos anos de chumbo da nossa amada LatinoAmerica: Augusto Pinochet. O representante mor da aristocracia, do reacionarismo, da demência dos ricos, da crueldade dos moralistas, da violência dos extremistas de direita.
Pinochet não foi “apenas” um ditador. Foi um traidor, antes de tudo. Traiu Salvador Allende, presidente eleito democraticamente, que devido a sua busca por justiça social, sofria a perseguição de reacionários cristãos. Pinochet era um dos militares de confiança de Allende e até a ultima hora esteve do seu lado. Apunhalou cruelmente Allende, de maneira fria, financiado pela CIA e o dinheiro imperialista dos EUA.
Foi um assassino da cultura. O Chile vivia um dos mais ricos movimentos culturais da LatinoAmerica. Enquanto as expressões culturais de outros países apresentavam um cunho de enfretamento político, justamente pelas ditaduras já estabelecidas, a Nova Canção Chilena, movimento cultural de musica, teatro, poesia, dança e outros, buscava o resgate do conhecimento popular, da cultura de raiz, das musicas camponesas.
Deste movimento frutificaram dezenas de artistas de singular importância. Vale salientar dois, em especial: Violeta Parra – que suicidou-se – e Victor Jara. Victor, que aprendeu muito com Violeta, foi um profundo poeta, teatrólogo e musico, esta ultima sendo a que lhe rendeu maior fama. Sugiro que busquem ouvir as musicas dele, são excelentes, e variam de um bailado animado a um hino de guerrilha.
O mais tenebroso 11 de setembro da América mostrou ao mundo Allende suicidado (acredito que o mataram). Em 16 de setembro o mundo não vê, mas Victor Jará, depois de pesadas torturas, tem o corpo crivado de balas. Sete dias depois, em 23 de setembro, a macabra reação em cadeia se completa: profundamente abalado com a morte de seus companheiros e amigos (Victor e Allende entre outros), Pablo Neruda falece.
Pinochet foi muito mais. Foi um desgraçado que beneficiou-se da nossa irmã morte, a qual não pode esperar pela justiça dos seres humanos. Pinochet morreu sem pagar por suas atrocidades. Comemoramos, pois o seu corpo, a sua energia vital, foi-se deste planeta. Mas seu fantasma continuará a nos atormentar, relembrando da estupidez da direita.
Adeus, General! Adeus, assassino de Allende, Victor Jará e mais centenas de milhares de militantes. Adeus, General de Merda!
Escrito por casa candanga às 11h07
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Lucy in the Sky with Diamonds The Beatles
Composição: John Lennon
Picture yourself in a boat on a river With tangerine trees and marmalade skies Somebody calls you, you answer quite slowly A girl with kaleidoscope eyes
Cellophane flowers of yellow and green Towering over your head Look for the girl with the sun in her eyes And she's gone
Lucy in the sky with diamonds Lucy in the sky with diamonds Lucy in the sky with diamonds
Follow her down to a bridge by a fountain Where rocking horse people eat marshmallow pies Everyone smiles as you drift past the flowers That grow so incredibly high
Newspaper taxis appear on the shore Waiting to take you away Climb in the back with your head in the clouds And you're gone
Lucy in the sky with diamonds Lucy in the sky with diamonds Lucy in the sky with diamonds
Picture yourself on a train in a station With plasticine porters with looking glass ties Suddenly someone is there at the turnstile The girl with kaleidoscope eyes
Lucy in the sky with diamonds Lucy in the sky with diamonds Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds Lucy in the sky with diamonds Lucy in the sky with diamonds
Escrito por casa candanga às 01h04
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... E Rock’n Roll
 Filme "Sem Destino", marco da contracultura - com direito a Jack Nicholson fumando maconha de verdade!
Música. Possuo três vícios na minha vida: sexo, velocidade e musica. Se puder, ouço musica pra dormir, pra acordar, pra escrever, pra brincar, na moto, no trabalho, na cama... quando estou mal, pra baixo, pode ter certeza que faz tempo que não ouço musica. A musica é um complemente ao meu ser, é um elemento fundamental, sem o qual não vivo, apenas subsisto. E qual o estilo de musica ouço? Ixi... ouço muita coisa... Cresci ouvindo musica sertaneja (até Milionário e José Rico... essas novas duplas não fazem parte dessa etapa) e estou em um ambiente (MST) onde esta musica rola muito. Então, as vezes, me verão ouvindo musica sertaneja; Cresci ouvindo 105 FM (a Sônia, que cuidava de mim, gostava muito), então gosto ouvir musicas românticas bobas, como Elton John, Bryan Adams. Essas coisas carrego comigo. Mesmo que eu não quisesse gostar, estão embutidas no meu código genético cultural. Quando as ouço, é como se um sentimento obscuro me fizesse gostar. Então não resisto, apenas aproveito. Mas o que eu, enquanto ser humano, gosto mesmo, é de rock! Rock leve, rock pop, acid rock... só não curto mesmo os rocks mais pesados. Aprendi a gostar de Rock com meus 16 anos. Um bom amigo literalmente me abriu “as portas da percepção” em vários sentidos, dentre eles a musica. Foi este sujeito que me apresentou The doors. O nome da banda, contemporânea dos Beatles, é uma alusão às tais “portas da percepção”. Segundo eles, o ácido (LSD) abria essa porta, e assim seria a sua musica. Eles são uns dos pioneiros do Acid Rock, que por sua vez teve muita influencia na musica psicodélica dos anos 60 e 70. Pois bem, comecei as loucuras da minha vida ouvindo The doors. Para balancear com algo nacional, rapidamente me apaixonei por Legião Urbana. Sei praticamente todas as musicas de cor. Sou fã n° 01! Mas seguindo a linha dos outros posts, por que Sexo, Drogas e Rock’n Roll? Essa máximo, pessoas queridas, era o símbolo da contra-cultura. Nas décadas de 50 e 60 os EUA sofriam um forte avanço conservador. A moral, os bons costumes, “a tradição família e propriedade” imperava na sociedade. No entanto, não era todo mundo que queria isso. A historia cultural estava sofrendo uma forte inflexão. As pessoas queriam liberdade sexual. As pessoas queriam conhecer o mundo sob óculos alucinógenos. As pessoas queriam ouvir musicas que defendessem isso. As pessoas querem, enfim, EXPERIMENTAR a vida. E qual musica melhor do que o Rock para isso?? A influencia do rock em diversas mudanças sociais são imensuráveis. Já pensou o impacto que tinha um cara, na década de 60, subir ao palco louco de acido, com uma calça de couro, e manipular a genitália em publico? Oras! Isso é revolucionário. Não é simples rebeldia sem causa. É um enfrentamento. Pois então. Rock é apaixonante. Para quem é motociclista então... que estilo combina mais com rasgar o vento como um missel, em busca de horizontes inalcançáveis? Sinceramente, sem desmerecer outros estilos, mas nada combina mais com moto do que rock. E o rock é meu companheiro nas viagens de moto. Rock na veia! Sugiro, para vocês, algumas coisas: The Doors, Jimmi Hendrix, Jenny Joplin, Nirvana (esses são conhecidos como “os idiotas do rock”, pois morreram com exatos 27 anos – e os três primeiros começam o nome com J – todos por overdose), led zeppelin, Velvet Undergound, The Beatles (pirncipalmente Sgt. Peppers), Deep Purple, Queen, Rolling Stones; Engenheiros do Havaí, Legião Urbana, Nenhum de Nós, Barão Vermelho, Cazuza, Raul Seixas, Mutantes... posso estar esquecendo alguns, e estou ausentando outros menos conhecidos... mas por isso daí você já terá uma boa idéia. Acabo aqui a série Sexo, Drogas e Rock’n Roll. Espero ter passado uma mensagem legal, maluca, instigante. Vamos viver gente! A vida é uma só. Você pode morrer amanha!
Carpe Diem!!!!
Luiz
Escrito por casa candanga às 00h35
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... drogas ...
Assunto delicado esse, hein? Vou me furtar dele. Ao longo do blog vocês verão essa temática circulando por ai. PAra uma sensação sobre esse tema, sugiro ouvirem The Doors, Velvet Underground e The Beatles, no album Sgt. Peppers, de 1967. Quem vai na Rave do Infected Mushroom???
Beijos,
Luiz,
Escrito por casa candanga às 19h02
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Fazendo o Que o Diabo Gosta
Raul Seixas
Casamos num motel Bem longe do altar Lua de mercúrio, fogo e mel Não fui o seu primeiro Você já tinha estrada Dois filhos, um travesseiro e a empregada Um anjo embriagado num disco voador Jurou que o nosso amor era pecado Mas a história mostra Que a gente agrada a deus Fazendo o que o diabo gosta Casamos por tesão, tesão, tesão, tesão Bateu o terror não tem mais solução Te entrego os meus medos, meus erros, meus segredos, Divido minhas guimbas com você Um anjo embriagado num disco voador Jurou que o nosso amor era pecado Mas a história mostra Que a gente agrada a deus Fazendo o que o diabo gosta Quebramos nossas caras Pra se lamber depois Amor é ódio, é o certo pra nós dois Casamos num motel Bem longe do altar Lua de mercúrio, fogo e mel Fogo e mel
Escrito por casa candanga às 18h55
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Sexo...
 KamaSutra
Filosofias de vida. A maioria das pessoas procuram filosofias enlatadas para preencher o vazio de suas vidas. Sexo, Drogas e Rock’n Roll é mais uma delas. Entretanto, mesmo não sendo vazio por dentro, eu confesso que as idéias desta máxima muito me atraem. Vou relatar um pouco do porque.
O sexo... ah, o sexo. Essa manifestação natural da perpetuação da natureza, que o ser humano conseguiu, graças a seu intelecto, perceber que era bom faze-lo, independente da procriação. O ser humano, de tão bom que é o negócio, construiu uma série de condutas com relação a essa arte corporal. Que tal os rituais dionisíacos ou os bacanais, onde as pessoas embriagavam-se e transavam incessantemente, sem pudores, sem medos, sem preconceitos? Uma massa única de corpos suados, túrgidos, ofegantes, em uma reverberação uníssona, produzindo e expelindo energia suficiente para alterar o tempo cronológico. Podia não existir rock naquela época, mas algo devia ser tocado para completar o sexo e as drogas (vinhos e ervas). Ainda no ocidente, posso trazer para nós os rituais de fertilidade dos celtas. A virilidade e o desejo, unidos, para fecundar a terra. Afinal, o que vem a ser a agricultura além de sexo? As plantas passam a vida inteira explodindo em orgasmos multicoloridos, que convencionamos chamar de flores. Flores... são vulvas, perfeitas, incandescentes, coloridas, detalhadas. Ou você nunca viu uma orquídea? Flores penetradas por polens, que ao se deliciarem em seu interior produzem um falo autoguiado, que consuma o ato (para mais, procure os livros de biologia do segundo grau). Passando para o lado de lá do mundo, que tal falarmos do Kama Sutra? Ou do Tantra? Expressões para muito pernósticas, descaradas. Quanta hipocrisia. O Tantra está longe de ser apenas uma técnica sexual, é uma experiência religiosa, que não nega a corporeidade como expressão do divino. Eu, particularmente, nunca provei nada mais divino do que uma boa transa. Você já? Conte-me, então. O Kama Sutra é mais uma expressão do erotismo enquanto vivencia do sagrado. Foi escrito em sânscrito, uma língua sagrada! Quando visto sem os olhos do pecado, percebe-se uma beleza cênica similar ao do balé Bolshoi! Enfim, o sexo é algo maravilhoso. E, para mim, seu principio fundamental é a EXPERIMENTAÇÃO. Muito acham que é a virilidade, mas creio que essa seja apenas um elemento utilizado durante a experimentação. Pois então, sou um experimentalista! Já disse isso em outros posts. Alias, quer algo mais experimentalista do que Sexo, Drogas e Rock’n Roll? Para ser experimentalista é necessário despir-se de seus preconceitos, de seus medos, de suas inseguranças. Sempre estarão lá, mas a vontade de experimentar deve ser maior. Ser experimentalista não é ser o melhor. Longe disto. É experimentar, oras! É testar, é, fundamentalmente, correr o risco de errar! Façam essa experiência. Quantos ai já conversaram com o parceiro ou a parceira francamente sobre sexo? Já disseram suas fantasias, seus voyeur? Já tiraram o dia de brincar só com as mãos? Ou só com a boca? Já se olharam, juntos, em um espelho? Já assumiram a ignorância dos recantos do corpo do/a outro/a e pediram para serem ensinados/as? Se não, sugiro que tentem isso e muito, muito mais. As chances de descobrirem outro mundo, outra realidade, outros sentidos, outras intensidades, são exponenciais. Caso já façam isso, que tal avançar e proporem algo mais ousado? Todos têm seus limites. Mas só os descobrimos de verdade se os testarmos. Quanto a mim, sugiro que assistam dois filmes, que muito me marcaram. “De olhos bem fechados”, do mestre Stanley Kubrick, para refletirem sobre o apego e sobre as orgias de nossa sociedade ocidental; e o Libertino, com Johnny Depp. Aquilo sim é viver. Viver. Experimentar. Sentir o universo em expansão que é cada pessoa. Sentir a energia vital que move esta maquina biônica de forma tão perfeita. Comungar a própria carne. Ter o corpo consumido por milhões de explosões promovidas pelo movimento harmônico com o/a/os/as outro/a/os/as. Se morrer logo, creiam que morri feliz. Coloquem na minha lápide “aqui jaz um depravado”. Ou melhor, prefiro ser cremado e minhas cinzas jogadas em uma cachoeira do meu querido cerrado. Assim é melhor.
Au revoir
Luiz,
Escrito por casa candanga às 18h49
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De volta...
Olá galera! Fiquei um bom tempo sem postar as coisas por aqui. Viajei, coordenei encontros e, por fim, terminei minha monografia. Agora estou com tempo. Espero que essa ausência não tenha feito vocês perderem o interesse pelo nosso blog. Agora terei mais tempo de fazer essa comunicação, que adoro!
Escrito por casa candanga às 18h46
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Infinita Higway

Estrela de Fogo, na Chapada dos Veadeiros
Olá...
Estou, mais uma vez, no meu ciclo de insonia. A vontade e a empolgação de manter-me acordado pela noite não me permitem deitar. Chego a sentir um peso na consciencia quando durmo cedo. Parece traição com minha parceira de tantas aventuras... para começar, mando uma musica para vocês. As partes em negrito são as que realmente me interessaram agora (depois de algumas poucas garrafas de skol...).
Luiz Zarref
Infinita Highway Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger
Você me faz correr demais os riscos dessa Highway Você me faz correr atrás do horizonte dessa Highway Ninguém por perto, silêncio no deserto, Deserta Highway Estamos sós e nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar Mas não precisamos saber pra onde vamos, nós só precisamos ir. Não queremos ter o que não temos... Nós só queremos viver Sem motivos, nem objetivos, estamos vivos e isso é tudo. É, sobretudo a lei da Infinita Highway. Quando eu vivia e morria na cidade, eu não tinha nada. Nada a temer Mas eu tinha medo, medo dessa estrada. Olhe só, vê você. Quando eu vivia e morria na cidade Eu tinha de tudo, tudo ao meu redor. Mas tudo que eu sentia era que algo me faltava E à noite eu acordava banhado em suor Não queremos lembrar o que esquecemos Nós só queremos viver Não queremos aprender o que sabemos Não queremos nem saber Sem motivos, nem objetivos. Estamos vivos e é só Só obedecemos à lei da Infinita Highway Escute, garota, o vento canta uma canção. Dessas que a gente nunca canta sem razão Me diga, garota, será a estrada uma prisão? Eu acho que sim, você finge que não. Mas nem por isso ficaremos parados Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão Tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre. Se tanta gente vive sem ter como viver Estamos sós e nenhum de nós sabe onde vai parar Estamos vivos, sem motivos. Que motivos temos pra estar? Atrás de palavras escondidas nas entrelinhas do horizonte dessa Highway Silenciosa Highway Eu vejo o horizonte trêmulo, eu tenho os olhos úmidos. Eu posso estar completamente enganado Eu posso estar correndo pro lado errado Mas "a dúvida é o preço da pureza" E é inútil ter certeza Eu vejo as placas dizendo não corra, não morra, não fume. Eu vejo as placas cortando o horizonte Elas parecem facas de dois gumes A minha vida é tão confusa quanto a América Central Por isso não me acuse de ser irracional Escute, garota, façamos um trato. Você desliga o telefone se eu ficar um pe no saco 110, 120, 160, só pra ver até quando o motor agüenta. Na boca em vez de um beijo um chicle de menta E a sombra do sorriso que eu deixei Numa das curvas da Highway Essa infinita highway.
Escrito por casa candanga às 00h44
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Só a luta muda a vida

Hoje tive que levar meu filhinho para a creche. Cada vez que dirijo um carro, principalmente nos horários de pico, constato que nasci para pilotar motos. Não sei nem mesmo como pude gostar um dia de dirigir carros. É chato, lento, monótono, careta. Além do que, dentro de toda aquela parafernalha que te protege, você se sente muito intocável, o que estimula a imprudência. Sou imprudente, mas sei que um deslize e meu corpo estará sendo grelhado no asfalto quente da cidade. De carro parece que nada irá ultrapassar aquela cápsula metálica. Quando sai da candanga, percebi o inicio “útil” do horário de verão. O congestionamento estava impressionantemente grande. Milhares devem estar se adaptando ainda a acordar com o Sol encoberto. Via as motos cortando minha lateral como borboletas ágeis voando para seus destinos. E eu lá, parado, como um sapo gordo. Lento.
Embreagem. Freio. Engata a primeira. Solta o Freio. Acelera levemente. Pé no freio novamente. E assim se vão longos e tenebrosos minutos. Se não fosse a paz e tranqüilidade do rosto infantil que eu observava pelo retrovisor, estaria com minha manhã estragada pelo mau humor. Entendo perfeitamente por que a Carol não quer mais andar de carro.
Mas chatice mesmo é o que vi logo a frente. Um ônibus quebrado, no meio daquele tanto de carros, as 08:07 da manha. As pessoas, que antes se amontoavam que nem sardinha na lata, agora estavam livres. Uma liberdade irônica, já que tinham que ficar paradas, esperando um outro ônibus. Reconheci alguns rostos, estudantes da UnB. A primeira aula já estava comprometida.
É um caso de polícia o transporte publico em Brasília. Eu sou a favor da seguinte política: O ONIBUS QUEBROU, ENTÃO TODO MUNDO DESCE E QUEBRA O BAÚ TODO. Deixa só a carcaça. Se fosse uma vez ou outra, tudo bem. Mas quem anda ou já andou de ônibus sabe como é a situação! Também, não poderia ser diferente. A frota de Brasília é composta pelos ônibus que já deixaram de circular em outras capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Somos, em primeiro lugar, cidadãos e cidadãs. Temos o direito de nos locomover de maneira decente. Não só para o trabalho, mas também para a educação, saúde, lazer. Se num sistema capitalista nem a locomoção para o trabalho está indo bem, imagina para as outras áreas??!!!
Em segundo lugar, somos contribuintes. CONTRIBUINTES. Sabe o que quer dizer essa palavra? Que eu CONTRIBUO com alguma coisa. Eu não simplesmente PAGO um imposto. Eu contribuo para uma sociedade mais organizada, com meus direitos assegurados. É uma visão romântica, mas é importante não perdermos ela de vista. O famoso ESTADO DE BEM ESTAR SOCIAL europeu é exatamente isso. Obvio que eles só conseguem manter isso (e conseguem? Vejam a França) por que existem áfricas e asias e américas latinas, sucumbindo diante de suas necessidades. Mas se acreditamos na democracia, é importante entendermos que somos contribuintes, um governo coletivo onde nosso mecanismo de comunicação é o imposto.
Em terceiro e último lugar, somos clientes. Cadê o PROCON? Balela... essas paradas de Defesa do Consumidor são apenas um engodo para aliviar a tensão gerada pela exploração capitalista. Fingimos que acreditamos e eles fingem que executam a lei ou pagam suas penalidades.
É isso ae galera. Só a luta muda a vida. SE VOCÊ ESTÁ CANSADO/A DE VIVER EM ONIBUS QUEBRADO, DESCONFORTÁVEL, PAGANDO UMA FORTUNA PARA IR TRABALHAR E NÃO TENDO DIREITO A TRANSPORTE GRATUITO PARA EDUCAÇÃO, É HORA DE SE REBELAR. Não adianta brigar com o motorista ou o cobrador. O nosso problema é o Sr. Senador Valmir Amaral, o Sr. Vagner Canhedo.
Uma boa alternativa é integrar o Movimento Passe Livre – MPL, que em Brasília já demonstrou força quando houve o reajuste das passagens. O MPL está organizado em várias cidades. Que quiser saber mais, deixa um comentário. E como um dos princípios do MPL é a autonomia, sinta-se instigado/a a rebelar-se da maneira que achar melhor. Vai uma receita de Molotov ai?
Besos revolucionários,
Luiz Zarref
Escrito por casa candanga às 12h15
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Noticias de BH - Congresso DST/AIDS
Enfim o frio chegou... os ventos do fim da madrugada adentram o quarto do hotel (chique, por sinal), e parecem levar para longe meu sono... os ventos trazem consigo também o barulho da Afonso Pena, fazendo de BH mais uma das cidades que não dormem. Estou pasmo, passam mais ônibus as 4:00 por aqui do que durante o dia em Brasília.
Estou em BH participando do Congresso nacional de prevenção DST/AIDS. Somos mais de 4 mil participantes. Impressionante a ampla e efetiva participação da sociedade civil. Vários movimentos sociais/populares e ONGs das mais diferentes matizes. Destaque para o Movimento Negro, que com o pessoal do Afroatitude roubou a cena do Congresso. Poucas vezes estive num ambiente com tantos negros e negras (são maioria, no congresso). Ao que parece estamos consolidando uma política de saúde que é também uma política racial... fantástico!
Destaque também para as mulheres da DASPU. Realmente são bem ousadas, além de lindas e poderosas. Essas mulheres possuem um potencial imenso de questionar a realidade aos se apresentarem como prostitutas. Confesso que até então esse era um tema que pouco pensei sobre, mas gradativamente elas, com muita irreverência e sinceridade exigirão que o conjunto da nossa sociedade repense a prostituição e reconheça o direito de profissionalização das profissionais do sexo.
Hoje pela manha integrei a mesa-redonda sobre Prevenção das DST/AIDs na comunidade. Junto comigo estavam uma companheira do MLB (movimento de luta pela moradia), um do movimento gay de MG e outra do movimento das comunidades saudáveis que trabalha nas favelas do RJ. Com o auditório cheio, fizemos uma fala forte sobre a importância de juntar a política de saúde a um esforço maior de transformação da sociedade e consolidação de um projeto popular para o Brasil.
Acho que consegui fazer uma boa abordagem sobre a prevenção no MST. Respondendo à provocação do título da mesa-redonda, apresentei o MST como uma comunidade imaginada e moral, que constrói nas pessoas a ele vinculadas demandas éticas e morais que responsabilizam as pessoas umas com as outras. Como toda comunidade imagina, ao nos organizarmos em torno de uma unidade simbólica, nós do MST corremos o permanente risco de encobrirmos as diferenças e diversidades internas ao próprio movimento. Categorias como militante, camponês ou base refletem, por vezes, a dominação e violência simbólica de um pequeno grupo hegemônico dentro do próprio Movimento, encobrindo os outros sempre presentes. O sexismo, o machismo, homofobia, racismo e demais preconceitos correm, assim, o risco de serem não apenas fatalidades ou resquícios da burguesia em nosso movimento que se quer revolucionário, mas de serem estruturante das relações e vínculos que constroem dia a dia o MST.
Tiveram outras coisas na apresentação, como por exemplo a exigência de que se apresse de uma vez por todas o processo de reforma agrária no Brasil... mas acho que por hora isso me pareceu o mais importante de comentar aqui em nosso Blog.
Um beijo para todo mundo.
Gustavo
Escrito por casa candanga às 09h19
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Eu sou um bom crente
Perguntaram se eu sou amante...! Bom, eu sou um bom crente. Creio/Vivo no amor. Por isso não posso viver sem ele. Creio que o amor só é possível nas relações (nos encontros e desencontros). Por isso não posso viver sem relações (nos diferentes níveis da vida). Desde muito cedo me tornei amante. Desejei e fui desejado inúmeras vezes (muitas das quais eu nem me dei conta, precisei de ajuda para ‘reconhecer’ o rio fluindo). Muitas vezes meu desejo foi uma tentativa de afogamento ao invés de cuidado e presença.
Erros de iniciante... Desde adolescente (acho que pelos meus 14 anos) encontrei ‘no ser amante’ um sentido profundo para a vida. Acho que naquela época não conseguiria colocar desta forma o que sentia e vivia. Mas não estou lá, estou aqui. Então, posso dizer que encontrei na capacidade de amar o sentido profundo da vida. Descobri que o amor e o sofrimento são parceiros inseparáveis. Descobri que o choro de felicidade é o mesmo choro (e não outro) de tristeza. Descobri que o frio na barriga porque seus olhos encontraram outros e algo aconteceu é o mesmo frio na barriga (e não outro) do distanciamento, das brigas, das mortes nas relações. Descobri que ser amante é mais do que ser/estar eroticamente envolvido com alguém. Descobri, como Fernando Pessoa (e seus tantos heteronomios), que “o amor é que é importante, o sexo um acidente, pode ser igual ou pode ser diferente”. Descobri que não é bom ficar sem amar (fiquei sem amar por 12 anos de minha vida... um pequeno equivoco que Deus (ou o que quiserem chamar) me ajudou a corrigir.
Também descobri que não se vive amando sem viver perdendo. Desapegar-se diria insistentemente meu irmão Alexandre (ele me ajudou a entender melhor no mundo real o significado deste movimento do corpo, do espírito e da alma). Descobri então que o amor é uma florzinha chamada ‘mal-me-quer’ (já fizeram isso algum dia com alguma flor?). E, com a ajuda das minhas comunidades pela vida, descobri e decidi que amar até o fim vai ser meu caminho... e também descobri que preciso confiar nas minhas comunidades para não me deixarem esquecer esse projeto/decisão de antigamente. Esta comunidade na qual habito não me deixa esquecer. Apesar de piegas, quero dizer obrigado. E, ainda mais agora, com o Gael (a revelação de Deus que me salva/cura) que, apesar de não entender agora o que quero dizer a ele vou dizer assim mesmo, me ajuda a viver melhor e com mais intensidade, me ajuda a ser uma pessoa melhor e mais dedicada.
Beijos grandes - Paulinho (o Ueti)
Escrito por casa candanga às 09h14
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são quase 02 da manhã... meus combustíveis acabaram. Não tem mais alcool, nem vegetais... queria escrever sobre um suicidio que vi hoje. "ela se jogou da janela do quinto andar" (na realidade do alto do Pátio Brasil). Vai ficar para proxima. Sem sexo, sem drogas, só com rock (escuto agora L.A Woman, The Doors) não consigo escrever muito. Boa noite. Ou bom dia. Luiz
Escrito por casa candanga às 01h37
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